O Conselho Estadual de Educação no III Seminário Internacional Desfazendo Gênero

Campina Grande e a Universidade Estadual da Paraíba sediaram a terceira edição do Seminário Internacional Desfazendo Gênero que, durante 4 dias (10 ao 14 de outubro de 2017) discutiu temas étnico-raciais, gênero e identidade, descolonização dos saberes, entre outros. Ele trouxe um enfoque da pesquisa e extensão universitárias em consonância com as diversas experiências individuais, de grupos e movimentos sociais que atuam, vivem e produzem nesta interface.

A participação do CEE se deu na mesa de debates “Desafios táticos à reinvenção das lutas no âmbito das institucionalidades”, que contou com as palestrantes Prof.ª Silvana Tótora (PUC-SP), Deputada Estela Bezerra (Assembleia Legislativa do Estado da Paraíba), Prof. Dr. Sylvio Gadelha (Universidade Federal do Ceará) e Prof. Dr. Carlos Enrique Ruiz Ferreira (CEE-PB), tendo sido coordenada pela Dra. Gilberta Santos Soares (Secretaria da Mulher e da Diversidade Humana da Paraíba).

As discussões e reflexões giraram em torno de como as estruturas de desigualdade políticas e econômicas, que se exemplificam também pelos fenômenos de racismo, sexismo, homofobia e intolerância religiosa, se fazem presentes também nas institucionalidades e nas políticas públicas (e não apenas na sociedade civil). Um dos objetivos dos palestrantes foi desvendar como essas práticas de dominação e subjugo dos corpos e das mentes também se exercem a partir das e nas instituições, universidades, entre outros.

Não obstante, muitos consideraram que isso não nos deveria levar à um niilismo, a uma desesperança ou a um descrédito total das instituições, visto que é a partir da democracia, das instituições e políticas públicas que se produzem mudanças significativas e, às vezes estruturais, no que se refere ao combate das assimetrias históricas da sociedade brasileira. Partidos e instituições importam e são objetos de projetos – de mundo, de vida e de sociedade – em disputa.

Foram relembradas e discutidas algumas experiências de políticas públicas exitosas, como por exemplo: as de inclusão de populações tradicionalmente marginalizadas na educação, em especial no nível superior; a introdução nos currículos escolares da história e cultura afro-brasileira; os avanços e pioneirismos no campo da saúde no atendimento à travestis, mulheres transexuais e homens transexuais, entre outros.

A educação foi entendida como um dos pilares fundamentais da sociedade, seja na formação de cidadãs e cidadãos, engajados com os princípios dos direitos humanos, seja na sua tarefa de efetuar análises e diagnósticos que subsidiem políticas públicas de respeito à diversidade.

fotos: Martha Idalina Vasconcelos
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